
André Brasil abriu em grande estilo o Mundial Paraolímpico de natação, em Eindhoven, na Holanda. O brasileiro cravou 55s99, novo recorde mundial nos 100m borboleta da classe S10. De quebra, garantiu vaga nos Jogos Paraolímpicos de Londres-2012
Logo depois, foi a vez de Daniel Dias entrar na água. Mais ouro, mais recorde mundial e vaga para o Brasil em Londres. Ele cravou 32s27 nos 50m livre da classe S5.

Em uma tarde muito fria no Morumbi, um jogo de muita qualidade esquentou o ânimo dos torcedores até o apito final: o São Paulo do estreante Sérgio Baresi perdia por 2 a 1, de virada, até os 45 minutos do segundo tempo, quando Ricardo Oliveira empatou o duelo contra o Cruzeiro, que contou pela primeira vez com o habilidoso Montillo, que fez bela partida. O Tricolor ainda teve chance de vencer nos minutos finais, mas o resultado igual foi justo após várias oportunidades para os dois lados.Com o resultado, a Raposa está, momentaneamente, na quinta posição, com 21 pontos, e o Tricolor ainda se mantém fora da zona de rebaixamento, em 13º, com 17. Os dois times voltarão a campo no próximo domingo. O São Paulo encara o clássico contra o Corinthians, no Pacaembu, às 18h30m, e o Cruzeiro enfrenta o Vitória, no mesmo horário, no Ipatingão.
O frio de 10ºC, mas com sensação térmica de 2ºC, espantou o torcedor do Morumbi, logo no dia em que o estádio era personagem importante na história de Rogério Ceni, que completou 450 jogos pelo Tricolor atuando no palco da partida. Samuel entrava no campo do estádio pela primeira vez, mas se saía bem na inédita dupla formada com Renato Silva. E Ricardo Oliveira, que já fez sete gols pelo São Paulo, todos no Morumbi, perdeu um feito aos 23 minutos, de cara com Fábio, após um lançamento de Marlos. Mas seria decisivo no final.
Quem também estreava duplamente era o técnico interino Sérgio Baresi. E o comandante, vindo da base, colocou em campo um Tricolor no 4-4-2, com um futebol leve e de toques de primeira, contribuindo para que o jogo ficasse mais bonito. Carlinhos Paraíba herdou a posição de Hernanes e começou nervoso, mas logo se soltou e mostrou bom desempenho.
Se o São Paulo era outro em campo, o Cruzeiro trazia um elemento mais do que especial: Montillo, que defendia o Universidad do Chile na Libertadores, fez sua estreia e mostrou que vai dar muito trabalho aos adversários. Habilidoso, o meia comandou a criação do visitante e com passes e lançamentos precisos, levou perigo ao gol de Ceni. Ele participou de todas as jogadas de ataque do Cruzeiro.
O árbitro Leandro Vuaden deixava o jogo correr, marcando poucas faltas. E, com isso, as duas equipes jogavam um futebol leve. Antes mesmo de Ricardo Oliveira perder aquele gol feito aos 23, o Tricolor teve mais oportunidades. Aos 15, Cléber Santana chutou em cima de Fábio, que fez grande defesa. Aos 17, foi a vez de Oliveira levar perigo com uma cabeçada. Aos 22, Samuel chutou perto da trave direita do goleiro cruzeirense.
Do outro lado, o Cruzeiro assustou Ceni logo aos cinco minutos, em um chute de Montillo, que obrigou o camisa 1 a fazer a defesa. Aos dez, o meia tocou para Henrique, que soltou a bomba, mas a bola foi para fora. Aos 21, o camisa 10 argentino cobrou falta que passou perto da trave esquerda de Ceni.
Aos 25, Fernandão, de cabeça, só não comemorou o primeiro gol tricolor porque Fábio fez um milagre, tirando a bola. O troco cruzeirense veio no minuto seguinte, Everton arriscou da entrada da área e pegou muito bem na bola. Ceni precisou se esticar todo para impedir o gol.
Aos poucos, o São Paulo conseguiu dominar o jogo. Com boas trocas de passes, insistiu até conseguir uma falta pelo lado esquerdo da área da Raposa. Jean cobrou por cima, aos 41, e Casemiro, que não tinha o costume de aparecer na área, surpreendeu Fábio de cabeça, pela trave esquerda, e colocou a bola para dentro: 1 a 0 para o Tricolor, que encerrou o primeiro tempo na frente.
Preocupado com a facilidade com a qual o São Paulo chegava na área cruzeirense, Cuca colocou Cláudio Caçapa e passou a jogar no 3-5-2. O time mineiro passou a jogar mais protegido. O Tricolor não desistiu de tentar o segundo gol, mesmo estando em vantagem no placar. Logo no primeiro minuto, Casemiro perdeu uma chance ao chutar por cima do gol de Fábio. Mas teve mais dificuldades de incomodar Fábio.
Em compensação, o Cruzeiro seguiu dando dor de cabeça a Ceni, principalmente por causa de Montillo. Aos 11, ele quase acertou o ângulo esquerdo do camisa 1. Aos 17, o argentino lançou Everton, que chutou no meio do gol, facilitando a vida do goleiro.
Mas o gol cruzeirense estava amadurecendo. E saiu aos 22. Após cruzamento pela direita, Thiago Ribeiro finalizou e Ceni fez um milagre. No rebote, o próprio Thiago cruzou e Wellington Paulista cabeceou pelo lado direito, colocando a bola na rede: 1 a 1. A zaga são-paulina, que até então estava funcionando, se atrapalhou no lance.
Baresi tentou mexer na criação e na velocidade. Colocou Jorge Wagner e Fernandinho nas vagas de Carlinhos Paraíba e Marlos. Mas o São Paulo era prejudicado pelo cansaço aparente de alguns jogadores, como Fernandão e Cléber Santana. Ainda assim, o time tentava o gol da vitória a qualquer custo. Ricardo Oliveira chegou atrasado aos 29, em uma bola na pequena área.
Mas o Cruzeiro, mais consistente e organizado, conseguiu a virada aos 38. Ele, Montillo, o dono das melhores jogadas da partida, lançou Thiago Ribeiro pela direita. O atacante entrou por trás da zaga, fez a curva na linha de fundo e apareceu de frente para Ceni, só para fazer o gol: 2 a 1 para a Raposa.
Quando parecia que o São Paulo amargaria mais uma derrota, Ricardo Oliveira mostrou sua ligação com o Morumbi e, aos 45, Fernandinho foi à linha de fundo e cruzou para o atacante, que empurrou para dentro e garantiu o empate: 2 a 2. Foi o oitavo gol dele pelo São Paulo e no Morumbi. Cléber Santana ainda teve a chance de dar a vitória ao Tricolor, aos 48, mas a bola foi para fora.

Um domingo perfeito para o torcedor tricolor, que compareceu em bom público ao Maracanã (59.056 presentes), com direito a vitória, tropeço do principal adversário e folga na liderança do Brasileirão. Sem dar bola para os reservas do Internacional, que disputa a final da Libertadores na próxima quarta contra o Chivas, do México, o Fluminense fez o dever de casa neste domingo e conquistou a décima vitória em 14 jogos no Brasileirão: 3 a 0, gols de Mariano, Washington e Emerson.
Beneficiado pela derrota do Corinthians por 3 a 2 para o Avaí, na Ressacada, o Tricolor é agora ainda mais líder da competição. Com 32 pontos, abriu quatro sobre os paulistas, que têm 28. Já o Colorado saiu do G-4. Superado por Cruzeiro, Avaí e Botafogo, se mantém com 20 pontos, mas agora é o sétimo colocado. Nada que tire o sono de quem decide o título mais importante do continente quarta-feira, no Beira-Rio.
Na próxima rodada, o Fluminense tem o clássico contra o Vasco, às 18h30m (de Brasília), no Maracanã, em partida que deve marcar a estreia de Deco. Antes do jogo deste domingo, o luso-brasileiro entrou em campo para saudar o torcedor. O Inter recebe o Atlético-GO, no mesmo dia, às 16h, em Porto Alegre.
Os escalados eram os reservas, mas nomes como Fabiano Eller, Tinga e Rafael Sóbis deixavam claro que o Inter estava longe de ser moleza para o Fluminense. Ciente disso, o Tricolor começou a partida a mil por hora, empurrado pela torcida e com um Emerson, recuperado de lesão, endiabrado.
Correndo de um lado para o outro, o Sheik buscava espaços e tentava levar a equipe ao ataque. O Colorado, por sua vez, bem postado na defesa, criava dificuldades. Entretanto, no ataque, os gaúchos não tinham força, como o chute fraco de Tinga para defesa de Fernando Henrique, aos seis minutos.
Trocando passes no campo ofensivo, a equipe de Muricy Ramalho tinha dificuldade de encontrar espaços, mas dominava a partida e passou a martelar em busca do gol. Aos 11, a primeira explosão nas arquibancadas: o placar eletrônico anunciou o gol do Avaí contra o Corinthians, na Ressacada. Mais líder do que nunca, o Fluminense passou a impor um ritmo avassalador.
Aos 15, Emerson avançou pela direita e chutou para a defesa de Renan. Dois minutos depois, o Sheik teve mais uma boa oportunidade, mas aproveitou mal cruzamento de Julio Cesar. E o bombardeio continuou até surtir efeito, aos 19.
Após lançamento de André Luis em cobrança de falta, Mariano avançou com liberdade pela direita, cortou para o meio e arriscou de canhota. A bola desviou em Fabiano Eller e morreu mansa no fundo do gol de Renan: 1 a 0. Extasiado, o torcedor começou a gritar que o show estava começando, e o Colorado se perdeu em campo.
Tanto que não demorou muito para o Tricolor ampliar. Aos 22, depois de cruzamento despretensioso na área, Fabiano Eller, que não esteve em boa tarde, tirou a bola das mãos de Renan e colocou para escanteio. Na cobrança, Conca colocou com perfeição na cabeça de Washington, que testou firme e fez o segundo.
E por muito pouco o placar não virou goleada aos 23. Conca aplicou um drible na entrada da área e deixou para trás três zagueiros. No momento do chute, porém, foi atrapalhado por Eller, que se recuperou das falhas anteriores e evitou o terceiro. Soberano em campo, o Flu passou a adotar uma prática comum desde o retorno do Brasileirão após a Copa: recuou e esperou os espaços para contra-ataques.
Por outro lado, o Inter tentava timidamente assustar, e concluiu com Sóbis, aos 27, para defesa de FH. Foi o último bom lance da primeira etapa, que teve nos 15 minutos finais uma festa entusiasmada do torcedor tricolor, com direito a vaias para Tinga, que trocou o clube carioca pelo Colorado ao retornar do futebol alemão, e gritos de “seremos campeões”.
Na volta para o segundo tempo, o Fluminense manteve a estratégia de evitar se expor e explorar os contragolpes. Nos minutos iniciais, foram poucas as oportunidades, mas nem por isso o torcedor não teve motivos para comemorar. Aos seis e aos 11, o Avaí marcou duas vezes e fez 3 a 1 no Corinthians, garantindo a festa no Maracanã.
Assim como no primeiro tempo, as notícias vindas de Santa Catarina pareciam empolgar mais ainda os tricolores. A prova disso é que aos 14, no primeiro contra-ataque do segundo tempo, Mariano tocou para Conca, que deixou Emerson em excelente posição. Na frente de Renan, ele tocou para o fundo do gol e manteve a média: quatro jogos e quatro gols.
A partir daí, parecia que o que acontecia em campo era o que menos importava. Os nomes de Emerson e Muricy foram gritados, seguido de “olas” e aplausos a cada passe mais enfeitado. Aos 28, mais uma boa jogada em velocidade, Mariano cruzou rasteiro, e Washington, na pequena área, escorou para fora.
Foi o lance de perigo derradeiro da partida, que ainda teve substituições de Emerson e Conca, que deixaram o gramado muito aplaudidos, e a expulsão de um irreconhecível Rafael Sóbis, aos 45, por falta dura em Leandro Euzébio.
Ao término da partida, a festa se fez completa com a "união" de jogadores e torcedores. Enquanto na arquibancada canções eram entoadas, em campo a equipe deu as mãos e agradeceu o apoio.

A cada dia que passa fica mais claro que a iminente contratação de Deco pelo Fluminense é apenas questão de tempo. Após jantar com dirigentes do clube e o presidente do patrocinador na noite de terça-feira, o meia luso-brasileiro deu início nesta quarta-feira às atividades como jogador do clube, mesmo que extra-oficialmente, em uma academia na Barra da Tijuca.
No Rio de Janeiro para aguardar o desfecho da negociação, que depende apenas da chegada de um fax com a liberação do Chelsea, o que deve acontecer em breve, Deco foi visto com um profissional da preparação física do Flu em uma academia localizada em um shopping. A intenção do clube e do jogador é fazer com que esteja apto para entrar em campo o mais rápido possível após o anúncio oficial de sua chegada.
Com as bases salariais acertadas com o Tricolor, a expectativa é que Deco assine contrato com o clube até dezembro de 2011, com opção de prorrogação por mais seis meses. Na última semana, o apoiador participou de treinamentos físicos em Londres, ainda pelo Chelsea. A última vez que entrou em campo, no entanto, foi na estreia de Portugal na Copa do Mundo, dia 11 de junho, contra a Costa do Marfim.

Principal reforço do Flamengo para o Campeonato Brasileiro, o meia Renato Abreu foi apresentado pela presidente Patrícia Amorim e pelo diretor de futebol Zico na tarde desta quarta-feira, na Gávea. O jogador, que atuou na Gávea entre 2005 e 2007, está com 32 anos e defendia o Al-Shabab, dos Emirados Árabes. Renato assinou contrato até dezembro de 2011.
Após receber a camisa 11 e beijar o escudo, Renato disse que estava ansioso para voltar ao clube. Ele também recebeu das mãos do Galinho a máscara do urubu, que usava para comemorar alguns gols que fez pelo Rubro-Negro.
- Estou muito feliz de voltar, estava ansioso por este retorno. Agradeço a todos que me ajudaram. O momento agora é de trabalhar e retomar tudo o que fiz no passado. Vou degrau por degrau. Agora é entrar em forma o mais rápido possível para ajudar.
O meia disse que, se dependesse da sua disposição, já entraria em campo no próximo domingo, quando o Flamengo enfrentará o Corinthians. Renato, no entanto, avisou que ainda precisa evoluir fisicamente.
- Pela minha vontade, estrearia no próximo domingo, mas preciso passar por um recondicionamento. Há dois meses que não jogo. De lá para cá, fiz alguns treinamentos. Infelizmente estava muito calor, 52ºC, e não deu para fazer muita coisa. Estava resolvendo problemas particulares, por isso não pude comparecer antes.
A característica mais marcante de Renato em sua primeira passagem na Gávea era o chute forte, além das cobranças de falta precisas.
- O chute está um pouco parado, mas vamos retomar. A vontade de fazer gols é grande. Sou polivalente, vou procurar fazer de tudo um pouco. Se surgir a oportunidade, vou fazer, dentro do possível. Não posso ficar prometendo título, não é do meu feitio. Vou dar o máximo, assim como no passado.
Sobre a comemoração com a máscara do urubu, Renato lamentou que este tipo de manifestação tenha sido proibido.
- Infelizmente foi proibido, mas essa comemoração com a máscara ficou marcada. Espero que a torcida me represente fora de campo.
Com a camisa rubro-negra, Renato foi um dos destaques da conquista da Copa do Brasil de 2006 e do Carioca de 2007.
O clube ainda deve os direitos de arena a Renato Abreu em relação à sua primeira passagem. O jogador seria apresentado na terça-feira, ao lado de Leandro Amaral, mas a diretoria optou por resolver antes a pendência. O caso teve um fecho na manhã desta quarta. De acordo com o vice-presidente jurídico, Rafael de Piro, houve um acordo, e o Fla pagará um valor bem menor do que havia sido cobrado.

O álbum está quase completo. Julio César, Robinho, Lúcio e Kaká, por exemplo, já estão com as fotos coladas na página da seleção brasileira. Com um bolo de opções na mão, Dunga vai revelar nesta terça-feira as últimas peças que faltam para fechar o grupo de 23 jogadores da Copa do Mundo. Haverá surpresas? Ronaldinho Gaúcho, Paulo Henrique Ganso e Neymar contam com apelo popular e correm por fora. E Adriano? Será que a má fase do Imperador abalou a confiança do capitão do tetra? E a lateral esquerda? As respostas serão dadas no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca (Rio de Janeiro), às 13h (de Brasília), quando as figurinhas serão carimbadas.
Desde que assumiu o comando após a saída de Carlos Alberto Parreira em 2006, Dunga mantém o discurso da coerência em suas convocações. Ao todo, chamou 89 atletas até hoje. Apesar de críticas, confia em alguns jogadores e faz questão de deixar claro que prestigiará aqueles que nunca rejeitaram um chamado seu.
- Eu acho que não existe surpresa porque é todo um trabalho de três anos e meio, cada um aproveitou as suas oportunidades e como é que vai ter surpresa? Quem entende de futebol, quem acompanha futebol, sabe que não existe surpresa - disse o treinador em 15 de abril, durante evento em uma escola de Porto Alegre.
Na última segunda, durante o lançamento do novo ônibus da seleção na sede da CBF, o treinador fugiu do assunto ao ser questionado por jornalistas sobre a lista:
- Vocês precisam esperar amanhã (terça).
Pelas normas da Fifa, Dunga tem que apresentar 30 nomes nesta terça. Porém, o técnico dará a lista com apenas os 23 que começarão os treinamentos no dia 21 em Curitiba . Os jogadores serão apresentados em um telão e provavelmente o capitão do tetra não vai ler a relação, aparecendo apenas para a entrevista coletiva em seguida.
Mais tarde, a CBF vai revelar quem são os outros sete. No dia 1º de junho, a federação tem que enviar à Fifa a relação final de 23 atletas (escolhidos entre os 30 iniciais). Depois, ainda poderá haver trocas: até 24 horas antes da estreia, um jogador machucado poderá ser cortado para a entrada de outro, sem a obrigação de este ter sido colocado entre os 30. A seleção treina até o dia 26 no CT do Atlético-PR e depois embarca para a África do Sul, onde ficará concentrada em Joanesburgo. O time estreia em 15 de junho contra a Coreia do Norte, depois pega a Costa do Marfim em 20 de junho e encerra a participação no Grupo G contra Portugal cinco dias depois.

Richarlyson estará de volta à Libertadores nesta quarta-feira, às 21h50m, contra o Cruzeiro, no Mineirão. O volante foi expulso contra o Universitario, em Lima, e não participou do duelo contra os peruanos no Morumbi, quando o São Paulo garantiu a classificação às quartas de final nos pênaltis. O camisa 20 voltará a atuar na lateral esquerda, já que o técnico Ricardo Gomes prefere alguém que tenha mais poder de marcação no setor. Mas admite: precisa conter a vontade de descer ao ataque durante a partida.
- O Ricardo quer que eu atue mais como um zagueiro do que um lateral, fechando atrás, mas a maior dificuldade que tenho é de conter o ânimo de querer ajudar na parte ofensiva. Me falta um pouco mais de equilíbrio tático para fazer o que o Ricardo pede e saber que não sou um lateral que tem que ir ao fundo e cruzar, e sim que deve ajudar a defesa. Até por eu ter bom preparo físico ele me fala para segurar mais e aproveitar isso perto do fim do jogo, quando os demais estarão cansados - explicou.
Richarlyson sempre deixou claro que se sai melhor como volante, mas não fica desconfortável em fazer o trabalho de lateral-zagueiro, como pede o treinador. Por conta desta improvisação, ele vem sendo criticado por parte da torcida. Mas não se abala, pois ressalta que tem mesmo é que deixar o treinador satisfeito.
- Quem me escala é o treinador, e não a torcida. O Ricardo sempre conversa comigo, diz o que fiz de certo e errado. Claro que rendo melhor como volante, e na lateral tento ajudar taticamente, e aí sempre virão críticas e elogios. Espero fazer o trabalho para o Ricardo que me escala, mas se puder deixar todo mundo feliz, melhor - acrescentou.
No primeiro jogo contra o Universitario, Richarlyson recebeu um cartão vermelho por uma dividida violenta e se descontrolou, tentando inclusive agredir o árbitro, mas sendo contido pelos companheiros. Ele foi criticado pela diretoria tricolor, mas garante que
- Não tenho nenhuma preocupação com relação a isso. Foi a primeira vez em 215 jogos pelo São Paulo que tive aquela atitude. Sei que me exaltei mais do que o normal. Mas só quem está na Libertadores sabe que a minha preocupação foi deixar o time desfalcado por uma interpretação errada do árbitro. Não fui maldoso, recolhi a perna no choque, tanto que não recebi outras punições, apenas a suspensão de um jogo. A diretoria fala o que quiser, e eu aceito. Se isso acontecer de novo tenho que sair de campo e assimilar o erro - completou o volante.

O clima está cada vez mais tenso no Palmeiras. Nesta segunda-feira, na reapresentação do elenco depois da derrota por 2 a 0 para a Ponte Preta, em casa, pela 15ª rodada do Paulistão, o goleiro Marcos abandonou o treinamento bastante irritado, alegando que estava com dores na região da virilha.
Porém, momentos antes ele já havia levantado a voz com os companheiros. Tudo começou depois que o seu time, em treinamento no campo reduzido, sofreu um gol. Insatisfeito, ele cobrou dos jogadores.
- Vamos treinar nessa p...!? Não está todo mundo f...!? – esbravejou o goleiro.
Passado alguns minutos, Marcos começou a gritar o nome de Diego Souza. O meia não respondeu. O camisa 12, então, gritou mais alto. Novamente sem resposta, o goleiro fez um alerta em relação ao sistema de marcação.
- O cara está nas suas costas – falou o pentacampeão.
O “cara”, no caso, era Joãozinho, que entrou sozinho na área e fez mais um gol contra o time em que estava treinando Marcos. Irritado, o goleiro do Verdão disse:
- Não vou mais treinar.
Olhando para o preparador de goleiros Fernando Miranda, o camisa 12 apenas avisou que estava sentindo a região da virilha. Para o médico Otávio Vilhena, porém, a frase foi outra. Até porque ele não recebeu nenhum atendimento imediato.
- Ele só me disse que ia entrar (para o vestiário) – falou o médico palmeirense.
Com apenas 22 pontos, o Palmeiras aparece apenas na nona colocação do Campeonato Paulista, bem distante de conseguir uma vaga nas semifinais da competição. Segundo os matemáticos, aliás, o Verdão tem apenas 2% de chance.
O próximo desafio do Verdão no Estadual será na quarta-feira, contra o Rio Branco, na Fonte Luminosa, em Araraquara, às 19h30m (de Brasília).